quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

TORRADAS QUEIMADAS!



Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:

" - Amor, eu adorei a torrada queimada... só porque veio de suas mãos"

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.

Ele me envolveu em seus braços e me disse:

" - Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro!"

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.

Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro.

Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando, ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha de frios como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar e brincávamos juntos durante este tempinho, com sua mãe você chorava, pelo shampoo, pelo pentear, etc

A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai, novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.

Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio. Veja pelos olhos de Deus e sinta pelo coração dele; você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.

As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir.

Desconheço autoria


AS TRÊS SOMBRAS



Numa estrada deserta, em noite fria, deslizavam, tristes, três sombras encapuzadas e perdidas em si mesmas. 

Seguiam quase mudas, mas, de quando em quando, entreolhavam-se inquietas e murmuravam expressões sem nexo. 

Numa curva inesperada, num encontro de vários caminhos, pararam, observaram e, antes de seguirem rumos diferentes, apresentaram-se. 

A primeira, a mais alta e negra, aproximou-se das demais e, gargalhando, esclareceu: 

Eu sou a ira. Faço-me de caminho mais curto para a morte. Vivem comigo o desespero e a tragédia. Trajo-me de orgulho. O ódio segue-me os passos e calço-me com as sandálias da revolta.

Acompanho o homem desde que o mundo é mundo e pretendo viver com ele eternamente... 

Todos me acolhem a toda hora, sem indagação nem exigência. Com um simples apelo sou recebida com prazer em toda parte. Sou feliz assim e gosto de atrair todo mundo a mim. 

A segunda sombra, tristonha e trêmula, falou receosa: 

Eu me chamo medo. Sou a porta larga que conduz à loucura. Ando despido, mas tenho grande força. 

E, olhando para a ira, falou com arrogância: 

Você é facilmente vencida por alguns minutos de meditação, prece, perdão, e suas companheiras morrem assim que a humildade se apresente. Mas eu sou invencível! 

Escondo-me na luz e nas trevas, entre sábios e ignorantes, grandes e pequenos, ricos e pobres. Moro em todo lugar. Como rei, cerco-me de bajuladores fiéis: a dúvida, o receio, a desconfiança, o pavor... 

Fez-se breve intervalo e as duas megeras se olharam, quase sorrindo e, fitando a terceira companheira, perguntaram ansiosas: 

Quem és tu, filha da tristeza? 

Eu? - Inquiriu a sombra pesarosa - Sou vossa irmã. 

E qual é teu nome? Indagaram numa só voz. 

Bem, eu até nem sei ao certo... 

Uns chamam-me de infortúnio, outros de felicidade e muitos de desgraça. Sempre vivi errante, perseguida, odiada. Jamais pude sorrir. 

E, fechando os olhos como quem se recorda de algo, falou com grande emoção: 

Um dia, numa estrada como esta, encontrei Alguém que sorriu para mim. Era moço, alto e belo. Tinha olhos mansos e meiga voz, embora Seu rosto refletisse tristeza imensa... 

Logo depois, fitou-me comovido e, mudo, passou... 

Notei que muitos O seguiam, chamando-Lhe Mestre. 

Tempos depois eu O encontrei novamente. 

Era noite e Ele orava num lugar sombrio, chamado Horto das Oliveiras... 

Olhei-O e Ele reconheceu-me. Seu rosto suado cobriu-Se com ligeiro sorriso e Ele disse-me: "Não desfaleças irmã! Segue tua trilha." 

Daquele momento em diante não O deixei mais... 

Acompanhei-O atado a cordas, suportando os golpes do chicote dilacerando-Lhe as carnes, a fúria dos perseguidores, a solidão, o abandono... 

E quando Ele Se agitava na cruz, cercado da multidão encolerizada, fitou-me quase sem forças e murmurou só para mim: 

"Avança, missionária. Longa, difícil e bela é a tua tarefa. Não mais seguirás a ira e o medo. Serás minha mensageira ao mundo desatento... 

Caminharás só e incompreendida, ensinando em silêncio... 

De quando em quando, terás a companhia das lágrimas e da saudade, mas em teu caminho deixarás esperança e paz. 

Vai, dor irmã. E em meu nome ergue as minhas ovelhas. Chama-as a mim. Fala-lhes da paciência e da resignação, da coragem e bom ânimo." 

E depois de rápida pausa concluiu: Sou a dor. Acompanhei Aquele moço belo, de olhos mansos e meiga voz, até os últimos minutos de Sua breve existência entre os homens. 

E é em nome Dele que busco Suas ovelhas e as conduzo ao Seu aprisco. 

Houve profundo silêncio... O vento soprou mais forte e, despedindo-se, as três sombras seguiram cada uma por caminho diferente.




Coração que brilha...


Passei por um coração...
Ele chorava...
Meus passos hesitaram...
Bem quis seguir em frente,
Mas aquele coração muito sofria...

Percebi uma porta entreaberta
Despejando mágoas...
Entrei...
Tudo tão escuro... Sem luz que
Pudesse clarear o caminho.

Nunca vira coração mais triste...
Preso na morbidez do desencanto,
Do amor ferido...
Pulsando sentimentos fora do lugar.

Afaguei aquele coração...
Limpei angústias...
Lustrei o amor...
Deixei em cada canto um sorriso...

Parti sem que ele notasse
Minha presença...
Muito distante, olhei para trás...
Havia o brilho da vida...
E sorri... Seguindo minha estrada!
Cida Luz

sábado, 7 de novembro de 2015

CASAMENTO – NÃO AGUENTO A MINHA ESPOSA…


O marido chegou para o pai e disse: Pai, não aguento mais a minha esposa
Quero matá-la, mas tenho medo que descubram.
O senhor pode me ajudar?
O pai respondeu: Posso sim, mas tem um porém…Você vai ter que fazer as pazes com ela para que ninguém desconfie que foi você, quando ela morrer.
Vai ter que cuidar muito bem dela, ser gentil, agradecido, paciente, carinhoso, menos egoísta, retribuir sempre, escutar mais…Tá vendo este pozinho aqui?
Todos os dias você vai colocar um pouco na comida dela. Assim, ela vai morrer aos poucos.
Passado os 30 dias, o filho voltou e disse ao pai: Eu não quero mais que ela morra!
Eu passei a amá-la. E agora? Como eu faço para cortar o efeito do veneno?
O pai, então, respondeu: Não se preocupe! O que eu te dei foi pó de arroz.
Ela não vai morrer, pois o veneno estava em você!
Quando alimentamos rancores, morremos aos poucos. Que possamos fazer as pazes conosco e com quem nos ofendeu.
Que possamos tratar aos outros, como gostaríamos de ser tratados.
Que possamos ter a iniciativa de amar, de dar, de doar, de servir, de presentear…e não só a de querer ganhar, ser servido, tirar vantagem e explorar o outro.
Que o amor de Deus nos alcance todos os dias, pois não sabemos se teremos tempo de nos purificarmos com este antídoto chamado perdão!!
                                                                                             (Desconheço o Autor)

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O PRESENTE MAIS ESPECIAL


Era uma cidade perdida entre a exuberância da mata e o escarpado da serra.   

Uma cidade do interior como muitas outras. Na única escola havia uma só classe de alunos e uma única professora. As crianças, de variadas idades, eram amadas por ela e com carinho acolhidas todos os dias para as horas de ensino. Para aquela mestra, cada menino e menina era uma criatura especial.

Quando chegou o dia do professor os alunos desejavam lhe dizer que também a amavam muito e lhe levaram presentes.

Agitadas, cada uma delas desejava entregar antes a sua dádiva.

Os filhos do dono da chácara próxima, trouxeram uma cesta de frutos. Cada um mais bonito e cheiroso que o outro.

Os filhos do dono da granja trouxeram uma boa quantidade de ovos.

A filha da cozinheira do restaurante trouxe um bonito bolo de cenoura, com cobertura de chocolate.

Os três irmãos que viviam na fazenda lhe trouxeram um pequeno animal, um cabritinho.

A cada um, emocionada, ela abraçava e agradecia.

Por fim, o menino-índio, o único índio na escola, lhe deu uma concha.

Ela ficou encantada com a beleza da concha e, recordando seus próprios tempos de infância, colocou-a no ouvido para escutar o barulho do mar.

Ficou embevecida. Pela sua mente passaram as cenas dos dias em que, criança, brincava na areia, molhava os pés nas ondas que morriam na praia, fazia castelos e fortalezas.

Quando foi abraçar o menino, reparou que suas pernas e pés estavam empoeiradas, que a unha do dedão estava quebrada e que seu short estava sujo.

A camisa estava molhada de suor. Braços e mãos estavam imundos. Em seu rostinho suado os olhos faiscavam de alegria, percebendo o encanto da professora com a concha.

Foi no confronto com esses olhos que ela se deu conta de que a praia mais próxima estava a três horas de caminhada. Considerando a volta, isso significava seis horas de caminhada ininterrupta. E perguntou ao menino:

- Mas você foi buscar essa concha para mim tão longe?

Sorrindo ainda, ele respondeu:

- A caminhada faz parte do presente.



"O amor é a única coisa que cresce a medida que se reparte." - Saint Exupéry

A CAMA DOS PAIS


A cama dos pais tem um imã e cá para mim (ninguém me convence do contrário) tem uma magia soporífera, um misterioso pó de amor impregnado nas almofadas, que faz com que os filhos adormeçam imediatamente e que o pior dos pesadelos, o mais trepidante terror noturno, fuja a sete pés.
Na cama dos pais, o último refúgio dos medos, a paz é absoluta e total.
Ali chegam, levados por pais extenuados e vencidos, ou pelo seu próprio pé, transpirados e assustados, passarinhos a voar de noite aos encontrões pelos corredores da casa, até chegarem ao lugar dos lugares. Dois colos com lençóis macios e o cheiro dos progenitores. Caem que nem tordos a dormir, apaziguados.
Os pais fingem que se importam, na manhã seguinte: «Lá foste tu para a nossa cama! Quando é que aprendes a ultrapassar os medos e a dormir sozinho? Tens de crescer!», mas nem olham muito nos olhos dos filhos quando dizem estas coisas, com medo de que eles descubram que naquele breve regresso ao ninho, ao berço inicial, os pais se enchem de amor e ternura e também eles se confortam nas suas inquietações.
Um pescoço morno. Uma mãozinha gorducha no nosso cabelo. Um pé de regresso à costela da mãe. A respiração tranquila na fronha partilhada.
O desejo secreto de que o ninho fique assim para sempre. E que a manhã demore muito a chegar.
Que o misterioso pó de amor das almofadas preserve para sempre estas excursões noturnas de mimo que não são mais do que um inteligente prenúncio, de uma saudade imensa, dos melhores dias desta vida.
                                                                                 Rita Ferro Rodrigues

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Os filhos querem colo. .. sempre!



No dia 12 de maio de 2011, uma amiga do meu filho pulou do 8º andar do prédio onde morava na Rua Emiliano Perneta. Era uma adolescente. Tinha acabado de almoçar, estava com o uniforme do Colégio Bom Jesus, e a mochila nas costas, o que indicava que iria para o colégio à tarde, pois nas quartas e sextas eles têm aula o dia todo. Foi um choque para todos os colegas!
Aí vem a pergunta: Por quê? Ela tinha apenas 15 anos. Que problemas uma menina de 15 anos pode ter? Fiz esta pergunta ao meu filho, e a resposta me deixou chocada...
Ele me disse:
- Mãe, eu acho que era falta de colo.
Questionei:
- Como assim?
E ele me disse:
- Hoje em dia, os pais trabalham praticamente o dia todo, sempre com a mesma desculpa de que querem dar aos filhos tudo aquilo que nunca tiveram e, na maioria das vezes, eles estão conseguindo. Eles estão dando um estudo no melhor colégio, cursos de idiomas, dinheiro para gastar no shopping, um computador de última geração pro filho ficar enfiado em casa durante o pouco tempo livre que sobra, roupas, tênis, celular, tudo muito caro, etc... E sempre cobrando da gente boas notas, pois estão investindo muito... Na maioria das vezes, os pais não têm mais tempo para os filhos, não conversam mais, não fazem um carinho...
Ele fez uma pausa. Eu estava boquiaberta com o que ele acabara de falar-me e meus pensamentos foram a mil. Mal comecei uma frase
- Meu filho, você tem razão. É isso mesmo...
E ele me interrompeu dizendo:
Mãe, quando a gente chega em casa, o que mais a gente quer é o colo da mãe. Quando vai mal nas provas ou quando acontece alguma coisa ruim, a gente quer colo. Por que você acha que hoje tantos jovens são quase revoltados? Na maioria das vezes, eles estão querendo chamar a atenção, ser notados... Só que no lugar errado e de forma errada: na rua e com violência.
- Dei um grande abraço em meu filho, beijei-o com muito carinho. E lhe disse:
Meu filho, espero que a morte da Joana não tenha sido em vão, pois quem sabe desta forma muitos pais vão repensar suas atitudes para com seus filhos!
Ele olhou-me carinhosamente e concluiu, antes de sair para a escola:
Não somos máquinas, mãe. Não somos todos iguais. Não é porque o filho da vizinha tira só dez que todos nós vamos tirar 10. Talvez, nem todos nós queiramos falar inglês!
Seus olhos cheios de lágrimas revelavam a dor que sentia pela morte da colega e, ao mesmo tempo, o quanto meu filho valorizava a nossa família. Já fora de casa, ele voltou correndo e me deu um forte abraço e me disse:
- Mãe, obrigado por eu poder contar sempre com você nos maus momentos...E, obrigado, também, pelas broncas, pois sei que as mereço.
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Depois que ele virou a esquina, fechei suavemente a porta, pensativa e convencida de que o tempo e o amor são os melhores investimentos que podemos fazer pelos nossos filhos. O resto é consequência. Nada é mais importante que estes meios essenciais para a felicidade de nossos filhos. E, sem dúvida, só assim poderemos também ser felizes com a consciência tranquila de ter cumprido bem a nossa missão de pais.


(Texto anônimo, circulando na Internet)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

DENTRO DE UM ABRAÇO!


"Aonde é que você gostaria de estar agora, neste exato momento?
Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar:num determinado restaurante de uma ilha grega, na beira de diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema vendo a estreia de um filme muito esperado,e principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar a intimidade da gente é irreproduzível.Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal,é o melhor lugar do mundo?Dentro de um abraço.Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário?Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro.Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor.Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço, se dissolve.Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta,o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer,dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde de frente para o mar, deitado num parque olhando para o céu,na cama com a pessoa que você mais ama?Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria.Entrando na semana dos namorados, recomendo fazer reserva num local aconchegante e naturalmente aquecido: dentro de um abraço que te baste."
(Martha Medeiros)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O dia que minha esposa sugeriu que eu saísse com outra mulher ...


Algum tempo atrás eu saí com outra mulher. Na verdade, foi ideia da minha esposa.

“Você sabe que a ama”, disse-me ela, um dia, repentinamente.

“A vida é curta, você deveria dedicar mais tempo a ela”.

“Mas eu amo você, querida”, respondi.

“Sei disso, mas você a ama também”, disse ela.

Essa outra mulher que minha esposa queria que eu visitasse era minha mãe.

Ela ficou viúva há alguns anos e, por causa do trabalho e família, eu não a via com muita frequência.

Liguei para minha mãe naquela noite e convidei-a para ir ao cinema e jantar.

– “Aconteceu alguma coisa? Há algum problema?”, ela perguntou.

Entendam que minha mãe pertence à geração para quem qualquer ligação depois das sete da noite significa más notícias…

Eu apenas queria convidar você para ir ao cinema e jantar. Só nós dois. Que tal?
Depois de uns segundos, ela disse apenas: “Eu gostaria, sim…”

No dia seguinte, à noite, fui apanhá-la em casa.Era uma sexta-feira e eu tive uma sensação que há muito tempo não sentia – o tipo de nervosismo que sentimos antes de um primeiro encontro.

Quando cheguei lá, vi que minha mãe também estava empolgada e nervosa.

Ela estava me esperando na frente de casa, usando seu lindo casaco, com os cabelos bem penteados e com o vestido que usou no seu último aniversário de casamento.

Ela estava radiante, com um lindo sorriso.

– “Eu falei para minhas amigas que tinha um encontro com meu filho hoje à noite e elas ficaram muito contentes por mim!”, disse ela ao entrar no carro.

O restaurante escolhido não era o mais chique, mas o pessoal era super simpático.

Minha mãe segurou meu braço e parecia a Primeira Dama!

Depois de nos acomodarmos, ela me pediu que lesse o menu (“Meus olhos já não são o que eram”, disse ela). Enquanto eu lia o cardápio, olhei para ela e vi que me olhava com uma expressão nostálgica.

– “Quando você era criança, era eu quem lia o menu.”

– “Então, agora, me deixe retornar o favor, mamãe”, disse eu.

Passamos momentos ótimos, em agradável conversa, simplesmente falando sobre como estavam indo nossas vidas e nos esquecemos do tempo.

– “Eu aceito outro convite seu, mas só se você me deixar pagar da próxima vez!”, ela disse.

Quando eu a deixei em casa, lamentei de verdade despedir-me dela. Dei-lhe um abraço e um beijo, e disse-lhe o quanto eu a amava.

Ao chegar em casa, mais tarde, minha esposa perguntou como havia sido o encontro.

“Foi maravilhoso, obrigado pela sugestão!”

Olhei para minha esposa e acrescentei, “muito melhor do que eu poderia imaginar.”

Alguns dias mais tarde, minha mãe faleceu de um ataque cardíaco.

Foi muito rápido e não houve nada que pudesse ser feito.

Pouco tempo depois, recebi uma carta do restaurante onde nós jantamos, que dizia o seguinte:

– “Tenho certeza de que não estarei aqui para um próximo encontro. Entretanto, você e sua esposa podem ter ótimos momentos juntos aqui como nós os tivemos. Seu próximo jantar com sua esposa já está pago e eu apenas quero que você saiba o quanto aquele encontro significou para mim.

Com amor,
Mamãe”

Naquele instante, entendi o quanto é importante que as pessoas que amamos saibam que as amamos, e que lhes dedicamos nosso tempo. Não sabemos por quanto tempo as teremos por perto em nossas vidas.

Nada é mais importante do que a família!

Se você ainda tem sua mãe, valorize-a.
Se ela já partiu, recorde-a.

De qualquer forma, envie este texto para outras pessoas, lembrando-as da importância de suas mães.
Você pode simplesmente lembrar seus amigos de ligarem para suas mães, pois tempo é algo que jamais volta.

Autoria desconhecida.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

RASTROS NA AREIA



O sonho que tive esta noite
Foi o exemplo de amor
Sonhei que na praia deserta
Eu caminhava com Nosso Senhor

Ao longo da praia deserta
Quis o Senhor me mostrar
Cenas por mim esquecidas
De tudo que fiz nesta vida
Ele me fez recordar

Cenas das horas felizes
Que a mesa era farta na hora da ceia
Por onde eu havia passado
Ficaram dois pares de rastros na areia
Então o Senhor me falou
"Em seus belos momentos passados
Para guiar os seus passos
Eu caminhava ao seu lado"

Porém minha falta de fé
Tinha que aparecer
Quando passavam as cenas
Das horas mais tristes de todo o meu ser

Então ao Senhor reclamei
"Somente seu rastro ficou
Quando eu mais precisava
Quando eu sofria e chorava
O Senhor me abandonou"

Naquele instante sagrado
Que ele abraçou me dizendo assim
"Usei a coroa de espinhos
Morri numa cruz e duvidas de mim
Filho esses rastros são meus
Ouça o que vou lhe dizer
Nas suas horas de angústias
Eu carregava você!

Versão: Duduca e Dalvan

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A DOR DO ABANDONO


Era uma manhã de sol quente e céu azul, quando o caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura. De quem se trata? Quase ninguém sabe. Poucas pessoas acompanham o féretro. Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve.
Depois que o corpo desocupou o quarto do asilo, onde aquela mulher passou boa parte da sua vida, a responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, umas anotações. Um diário sobre a dor... Sobre a dor que ela sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos... Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, gravado em algumas frases:
Onde andarão meus filhos? Aquelas crianças sorridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão? Estarão tão ocupadas? Talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe? Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão... Se ao menos eu pudesse andar...
Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão.
Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho...
Os dias passam... E com eles a esperança se vai... No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei... Mas, agora... Como esquecer que fui esquecida? Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia?
Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo. Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima... Queria saber dos meus filhos... Dos meus netos... Será que ao menos se lembram de mim? A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... Que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim.
Às vezes, em sonhos, vejo um lindo jardim... É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria... Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... Que eu vivo... Que eu sinto... Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso... Que a vida continua após a morte, de uma outra forma... Mas com certeza a minha matéria, a minha mente, o meu eu dessa vida que vivo agora, com o nome que tenho... Nunca mais existirá! E quando a morte chegar, só restará a saudade que com o passar do tempo se ameniza... (se é que alguém vai sentir saudade de mim, já que não sentem enquanto ainda estou viva neste asilo)
Sinto que a minha hora está chegando. Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse. E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam... Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado... Pensai que a cada pai e a cada mãe Deus perguntará: "- O que fizestes do filho confiado a vossa guarda?" e aos filhos: "- O que fizestes aos vossos pais?".


sábado, 10 de maio de 2014

RETRATO DE MÃE


Quando Deus criou a mãe, já estava nas horas extras do seu sexto dia de trabalho.
Um anjo apareceu e disse-lhe: “Senhor, por que gastas tanto tempo com esta obra?”.
DEUS: Viste a minha folha de especificações para ela? Precisa ser completamente lavável, mas não ser de plástico; ser capaz de funcionar com toda a energia, mesmo que esteja em jejum; ter um colo que acomode quatro crianças ao mesmo tempo; ter um beijo que possa curar desde um joelho arranhado até um coração ferido, e fazer isso tudo com apenas duas mãos.
ANJO: Com apenas duas mãos? Impossível! E este é o modelo padrão? É muito trabalho para ela!
DEUS: Ela também enxerga os filhos através das paredes, vê suas necessidades sem que eles precisem dizer nada, se cura sozinha quando está doente, alimenta uma família com qualquer coisa e consegue trabalhar dezoito horas por dia.
ANJO: Mas ela parece tão frágil, Senhor!
DEUS: Ela é frágil por fora, mas muito forte por dentro. Não fazes ideia do que ela pode suportar e conseguir.
ANJO: Ela é capaz de pensar?
DEUS: Não só de pensar, mas também de raciocinar e negociar.
ANJO: Senhor, parece que este modelo tem um vazamento…
DEUS: Isso não é um vazamento… É uma lágrima.
ANJO: E para que serve uma lágrima?
DEUS: As lágrimas são a sua maneira de expressar alegria, tristezas, desengano, o seu amor, a sua solidão, o seu sofrimento e o seu orgulho.
ANJO: És um gênio, Senhor. Pensaste em tudo. A mãe é verdadeiramente maravilhosa!
DEUS: Sim, ela é! A mãe tem forças que maravilham os homens. Elas cantam quando gostariam de gritar. Choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas. Lutam pelo que acreditam. Enfrentam a injustiça. Não aceitam um “não” como resposta quando acham que existe uma solução melhor. Privam-se para que a família tenha algo. Acompanham ao médico quem tem medo de ir sozinho. Amam incondicionalmente. Choram quando os filhos triunfam e se alegram quando os amigos vencem. Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido. São feitas de todas as cores, medidas e formas. Transmitem luz, alegria, esperança, compaixão e ideais. O coração das mães é maravilhoso!


sexta-feira, 9 de maio de 2014

O TEMPO E AS JABUTICABAS


"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta
com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse
amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo."

O essencial faz a vida valer a pena.

Rubem Alves
(Blog Olhares e Saberes)

quinta-feira, 13 de março de 2014

DEFINIÇÃO DE AMOR


Um senhor de idade chegou a um consultório médico, pra fazer um curativo em sua mão, na qual havia um profundo corte.E muito apressado pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso.O médico que o atendia, curioso perguntou o que tinha de tão urgente pra fazer.O simpático velhinho lhe disse que todas as manhãs ia visitar sua esposa que estava em um abrigo para idosos, com mal de Alzheimer muito avançado.O médico muito preocupado com o atraso do atendimento disse:- Então hoje ela ficará muito preocupada com sua demora?No que o senhor respondeu:- Não, ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos que não me reconhece mais.O médico então questionou:- Mas então para quê tanta pressa, e necessidade em estar com ela todas as manhãs, se ela já não o reconhece mais?O velhinho então deu um sorriso e batendo de leve no ombro do médico e respondeu:- Ela não sabe quem eu sou… Mas eu sei muito bem quem ela é!O médico teve que segurar suas lágrimas enquanto pensava…O verdadeiro AMOR, não se resume ao físico, nem ao romântico…O verdadeiro AMOR é aceitação de tudo que o outro é…De tudo que foi um dia… Do que será amanhã… e do que já não é mais!

 ( Estados de alma )

sábado, 20 de julho de 2013

“Jesus morreu”


A mãe de um garoto de nove anos, Marcos, recebeu um telefonema num começo da noite. Era a professora de seu filho.

"Dona Marta, uma coisa muito estranha aconteceu hoje na minha turma de 3ª série. Seu filho fez algo que me surpreendeu muito e eu acredito que a senhora deva ficar a par imediatamente". 

Mães dificilmente gostam de ouvir isso de uma professora. A mãe ficou preocupada com esse começo de conversa. "O que foi agora?", a mãe quis saber.

A professora continuou: "Eu tenho dado aulas por muitos anos, mas nada como isso jamais me aconteceu. Essa manhã eu estava dando aula de redação. E como sempre fiz, eu contei a história da cigarra e da formiga. A formiga trabalha duro durante o ano todo e guarda bastante comida. Mas a cigarra brinca durante o ano todo e não trabalha. Então, o inverno chega. A cigarra começa a passar fome porque não há mais comida. Depois de um tempinho, ela vai à casa da formiga e começa a suplicar: ‘Por favor, D. Formiga, você tem tanta comida, por favor, me deixe comer também...’ Agora, meninos e meninas, falei, seu trabalho é escrever o fim da história. Seu filho Marcos levantou a mão". 

"Professora, eu posso fazer um desenho?", perguntou. "Bem, sim, Marcos, se você quiser, você pode fazer um desenho. Claro. Mas, antes você precisa escrever o fim da história", respondi.

As redações começaram a chegar. Como nos anos passados, a maioria das crianças disse que a formiga dividia sua comida com a cigarra e ambas, cigarra e formiga, viviam. Como sempre, algumas poucas crianças escreveram: "A formiga disse: ‘não, D. Cigarra. Você devia ter trabalhado no verão e não ficar cantando. Agora, eu só tenho comida para mim’. Então, a formiga vivia e a cigarra morria".

No entanto, seu filho terminou a história de uma forma diferente de qualquer outra criança que eu tenha conhecido. Ele escreveu: "Então a formiga deu toda a sua comida para a cigarra conseguir ficar viva no inverno. Mas a formiga morreu".

"E o desenho?", a mãe perguntou.

"No topo da página, Marcos tinha desenhado três cruzes e escreveu: ´Ele deu tudo que tinha para que nós pudéssemos viver; mas Jesus morreu`".

Isaías 11:4

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O BURRO E O BURACO




Um dia, o jumento de um fazendeiro caiu num poço. 
O animal relinchou penosamente por horas, enquanto o fazendeiro pensava o que fazer.
Por fim, o fazendeiro chegou à conclusão de que o poço precisava mesmo ser fechado e, como o animal estava velho, não valia a pena resgatá-lo.
O fazendeiro convidou seus vizinhos para ajudá-lo. 
Todos pegaram pás e começaram a jogar terra dentro do poço.
No início, percebendo o que acontecia, o jumento relinchava, desesperado. Depois, para surpresa geral, aquietou-se.

Algumas pás de terra depois, o fazendeiro resolveu olhar para baixo e ficou surpreso com o que viu.

O jumento sacudia cada pá de terra que caía sobre ele, e aproveitava a terra para subir um pouco mais.
Enquanto os vizinhos do fazendeiro continuavam a jogar terra no animal, ele a sacudia e subia cada vez mais.
Não demorou para todos se espantarem ao ver o jumento escapar do poço e sair trotando alegremente.

A vida vai jogar terra em você o tempo todo...
Todo tipo de terra.
 Para sair do poço, o segredo é sacudi-la e aproveitá-la para subir mais um pouco.

Cada um dos nossos problemas pode ser um degrau. 
Sairemos do poço mais profundo, se não nos detivermos, se não desistirmos. 
Sacuda a terra e aproveite-a para subir um pouco mais.

Pense nisso...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

RENDA EXTRA



A simpática vovó entrou no banco e perguntou ao atendente:
- Meu jovem! Ontem quando eu cheguei em casa eu vi que, na minha conta, houve um engano de mais de 5000 reais.
Eu fiquei muito incomodada com isso.
- Lamento senhora! Não podemos fazer nada. 
A senhora deveria ter reclamado ontem mesmo. 
Agora é tarde demais. É a norma do banco. 
Respondeu o atendente.
- Puxa vida! Obrigada meu filho! 
Eu estava mesmo precisando de um dinheirinho extra 
para comprar umas coisinhas. Disse a alegre vovó.


Edilson Rodrigues Silva

domingo, 13 de janeiro de 2013

A Inveja...



Você tem inveja do seu colega de trabalho? Você é daqueles que costuma vasculhar as folhas de pagamento dos colegas, na ânsia de descobrir injustiças cometidas pelo seu patrão? 

Você sente inveja quando um colega é promovido? Ou quando recebe um pequeno aumento salarial? Acredita que você seja um injustiçado, que seu esforço não está sendo visto? 

Então conheça a história de Álvaro, um desses funcionários insatisfeitos com seu patrão. 

Ele trabalhava em uma empresa há 20 anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações. 

Um belo dia, ele foi ao dono da empresa para fazer uma reclamação. Disse que trabalhava ali há 20 anos com toda dedicação, mas se sentia injustiçado. O Juca, que havia começado há apenas três anos, estava ganhando muito mais do que ele. 

O patrão fingiu não ouvir e lhe pediu que fosse até a barraca de frutas da esquina. Ele estava pensando em oferecer frutas como sobremesa ao pessoal, após o almoço daquele dia, e queria que ele verificasse se na barraca havia abacaxi. 

Álvaro não entendeu direito mas obedeceu. Voltando, muito rápido, informou que o moço da barraca tinha abacaxi. 

Quando o dono da empresa lhe perguntou o preço ele disse que não havia perguntado. Como também não sabia responder se o rapaz tinha quantidade suficiente para atender todos os funcionários da empresa. Muito menos se ele tinha outra fruta para substituir o abacaxi, neste caso. 

O patrão pediu a Álvaro que se sentasse em sua sala e chamou o Juca. Deu a ele a mesma missão que dera para Álvaro: 

- Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal hoje. Aqui na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi. 

Oito minutos depois, Juca voltou com a seguinte resposta: eles têm abacaxi e em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. Se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi está r$ 1,50 cada, a banana e o mamão a r$ 1,00 o quilo, o melão r$ 1,20 a unidade e a laranja r$ 20,00 o cento, já descascada. 

Como falei que a compra seria em grande quantidade, ele dará um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo. 

Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou Juca. Voltou-se para Álvaro e perguntou: 

- O que é mesmo que você estava querendo falar comigo antes? 

Álvaro se levantou e se encaminhando para a porta, falou: 

- Nada sério, patrão. Esqueça. Com sua licença. 

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Muitas vezes invejamos as posições alheias. Sem nos apercebermos que as pessoas estão onde estão e têm o que têm porque fizeram esforços para isso. 

Invejamos os que têm muito dinheiro, esquecidos de que trabalharam para conseguir. Se foi herança, precisam dar muito duro para manter a mesma condição. 

Invejamos os que se sobressaem nas artes, no esporte, na profissão. Esquecemos das horas intermináveis de ensaios para dominar a arte da dramatização, da música, da impostação de voz. Não nos recordamos dos treinamentos exaustivos de bailarinos, jogadores, nem das horas de lazer que foram usadas para estudos cansativos pelos que ocupam altos cargos nas empresas. 

O melhor caminho não é a inveja. É a tomada de decisão por estabelecer um objetivo e persegui-lo, até alcançá-lo, se esforçando sem cessar.

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Queridos amigos!! A inveja é um sentimento que não leva o ser humano a nenhum caminho bondoso. Sempre faça uma reflexão sobre as coisas, pense que as pessoas fazem por merecer. Sempre que a inveja quiser invadir seu coração, pare, reflita e veja o que você pode fazer para evoluir e alcançar seus sonhos. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A vida é um rio





Imagine que a vida é um rio,
que de um lado da margem está você e do outro,
os seus sonhos.

Muitas pessoas conseguem enxergar
facilmente a margem do outro lado do rio
porque colocam seus sonhos em
local de fácil alcance,
onde podem avistar sempre.
Outros no entanto,
colocam seus sonhos tão longe de suas vistas,
desejam coisas tão malucas,
que nem com o binóculo mais potente
conseguem enxergar o outro lado.

Para chegar aos sonhos,
a vida nos oferece um barco chamado
"esperança" com dois remos.
Um dos remos chama-se "fé",
a outra “ação”.
Muitos possuem tanta fé que usam apenas
esse remo para alcançar seus objetivos
e o barco da esperança não sai do lugar,
fica rodando em volta sem direção
e cada vez mais longe do destino.

Outros, ansiosos e truculentos,
acreditando em suas forças,
pegam apenas o remo "ação"
e também não sem do lugar,
remam, remam e remam até ficarem
cansados e desistirem dos seus sonhos
por julgarem impossíveis atravessarem
o rio da vida.

Normalmente,
têm sempre uma desculpa para seu fracasso,
e quase sempre é culpa de outras
pessoas ou das condições do Universo.

Aqueles que são humildes o bastante
para aprender a lição,
entram no barco da esperança e pegam
os dois remos,
unem a fé com a ação e atravessam o rio
várias vezes na sua vida,
porque aprenderam que não existe
conquista apenas
pela força e nem vitória
apenas com a fé.

Pegue seu barco (esperança), junte os remos(fé + ação) e atravesse o rio da vida com mais tranquilidade.



 
Paulo Roberto Gaefke

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